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Hans Jonas nasceu em 10 de maio de 1903, em Mönchengladbach, na Renânia, filho de Gustav Jonas, dono de uma tecelagem, e de Rosa Jonas. A família era judia e próspera.
Estudou filosofia em Freiburg com Edmund Husserl e Martin Heidegger, e depois em Marburg. Ali fez amizade com outra aluna de Heidegger, Hannah Arendt, uma amizade que atravessou cinco décadas.
Em 1928, defendeu a tese sobre a gnose (corrente religiosa da Antiguidade que prometia salvação por um conhecimento secreto), orientada por Heidegger e pelo teólogo Rudolf Bultmann. O estudo virou referência e rendeu dois volumes.
Em 1933, Hitler chegou ao poder, e Heidegger assumiu a reitoria da Universidade de Freiburg como membro do partido nazista. Jonas nunca perdoou o professor. Deixou a Alemanha no mesmo ano, rumo a Londres, e em 1935 seguiu para Jerusalém.
Na Palestina sob mandato britânico, entrou para a Haganá (milícia judaica de autodefesa). Quando a guerra estourou, alistou-se no exército britânico e serviu na Brigada Judaica, que lutou contra os alemães no norte da Itália.
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Ele escreveu filosofia entre trincheiras.
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No front, longe das bibliotecas, Jonas começou a pensar no corpo vivo. Escrevia cartas filosóficas para a mulher, Lore Weiner, com quem se casara em 1943. Delas saiu o projeto de uma biologia filosófica.
Em 1948, voltou às armas, desta vez como oficial de artilharia na guerra de independência de Israel. No ano seguinte, mudou-se com a família para o Canadá e lecionou na Universidade McGill e na Universidade Carleton.
Em 1955, chegou a Nova York para ensinar na New School for Social Research (Nova Escola de Pesquisa Social), onde ficou até se aposentar, em 1976. Em 1966, publicou O Fenômeno da Vida, a obra em que trata o organismo como liberdade em miniatura.
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“O recém-nascido, cuja simples respiração dirige irrefutavelmente um dever ao mundo em volta: o de cuidar dele.”
Hans Jonas, O Princípio Responsabilidade, 1979
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O Princípio Responsabilidade veio em alemão, depois de décadas escrevendo em inglês. No prefácio, Jonas conta a razão: aos 76 anos, preferiu a língua em que escrevia com mais facilidade.
O livro virou best-seller na Alemanha Ocidental. Em 1987, Jonas recebeu em Frankfurt o Prêmio da Paz do Comércio Livreiro Alemão.
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