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Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat, marquês de Condorcet, nasceu em 17 de setembro de 1743, em Ribemont, na Picardia, norte da França. O pai, oficial de cavalaria, morreu semanas depois do parto, e o menino foi criado pela mãe e educado por jesuítas em Reims.
Aos 22 anos apresentou à Academia de Ciências de Paris um ensaio sobre cálculo integral. Entrou na Academia em 1769 e, em 1776, virou o seu secretário perpétuo (o cargo que redigia as atas, os elogios fúnebres e a correspondência da instituição). Era amigo de Turgot, ministro das Finanças de Luís XVI, e de d’Alembert, coeditor da Enciclopédia.
O Ensaio sobre a aplicação da análise à probabilidade das decisões tomadas pela pluralidade dos votos saiu em Paris, em 1785. O livro tinha um objetivo otimista. Condorcet queria calcular em que condições um tribunal ou uma assembleia acertaria com mais frequência que um juiz sozinho.
A resposta virou o teorema do júri. Se cada membro tem mais chance de acertar que de errar, e se cada um vota por conta própria, a chance de a maioria acertar cresce com o tamanho do grupo e se aproxima da certeza. O ciclo apareceu no mesmo livro, como uma das condições em que a conta falha.
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“O pensamento comum de uma assembleia numerosa pode ser mais esclarecido que o de cada um dos seus membros.”
Condorcet, Essai, Discours préliminaire, 1785 (paráfrase)
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Com a Revolução, ele saiu da academia para a política. Foi eleito para a Assembleia Legislativa em 1791 e para a Convenção em 1792. Defendeu a instrução pública gratuita, o voto das mulheres e o fim da escravidão nas colônias. Em 1793 redigiu, com os girondinos (o grupo moderado da Convenção), um projeto de constituição.
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Quem estudou o erro das maiorias foi derrotado por uma.
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Os jacobinos, rivais dos girondinos, tomaram o controle da Convenção e adotaram outro texto. Condorcet criticou a nova constituição por escrito e teve a prisão decretada em julho de 1793. Passou cerca de nove meses escondido na casa de Madame Vernet, uma viúva da rua Servandoni, em Paris. Ali escreveu o Esboço de um quadro histórico dos progressos do espírito humano.
No começo da primavera de 1794 deixou o esconderijo, com medo de comprometer a anfitriã. Foi preso em Clamart, perto de Paris, sem documentos, e levado à cadeia de Bourg-la-Reine. Em 29 de março de 1794 o encontraram sem vida na cela. A causa nunca foi esclarecida: os relatos falam de veneno e de exaustão, e nenhum documento da época decide entre as duas versões.
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